sábado, julho 19, 2014

The butcher's daughter















The butcher's daughter
Eats meat every day
That little girl loves the slaughter
Of cocks, bulls and any prey

The butcher's girl is really weird
Don't mind the blood on her dress
When her father disappeared
She showed no signs of distress

The butcher was no good man
And raised the girl all on his own
The mother crazed left the clan
And the girl now was all alone

Don't you threat the butcher's daughter
She sees blood every day
She went throught hell and high water
And can't stand to hear you pray

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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Confusão

"Confusion will be my epitaph
As I crawl a cracked and broken path"

King in crimson

E eu que achava em vão
Que tinha tudo resolvido
Coração, trabalho, espírito, vocação
Me vi num cerco, tão envolvido
Descobri o que é a confusão

E ainda que eu ande resoluto,
Que finja ser dono da razão
Me vejo como um tolo, nada astuto
Um ébrio, que cambaleia na contramão.

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segunda-feira, janeiro 28, 2013

Cão vadio

Sou como aquele cão vadio
Andando sem direção
Não é um cão sadio
Mas uma fera sem compaixão
Um cão tão sujo assim
Teria ele uma casa
Um dono, uma coleira?
Ou seria ele um nômade
Levando a vida na poeira?
Não abrigue um cão vadio
Um cigano sem direção
Pois um cão fareja o caminho
Pra bem longe da razão
Dê lhe água
Faça um carinho
Coce a orelha desse cão
Mas não abrigue um cão vadio
Ele pode morder a sua mão.

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quarta-feira, janeiro 23, 2013

A ilusão

E um sorriso puro assim
Como a quimera que sonhei
Queima algo bem em mim
Como a ferida que cocei

Foi a flor que eu lhe dei
O avesso do carmim
Um botão negro de rosa
Com espinhos, espinhos sem fim

E você, toda prosa
Ousou amar-me, enfim
Arrastou-me por meus pêlos
Mostrou-me seu cetim
Amarrou-me em seus cabelos
A mancha escura no marfim

Me vi cego, sem direção
Louco, maníaco, sedado
A droga da paixão
O miocárdio arrasado

Mas há algo ali no chão
Uma sombra? Alguém parado?
É a maldita razão
A ilusão de estar curado

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sábado, dezembro 22, 2012

Fim do mundo


E o mundo não acabou
As palavras ditas permanecem
O choro contido
A raiva e o fogo
Um convite para entrar
Encontramos refúgio 
Numa noite juntos
Como se não houvesse amanhã
E o mundo não acabou
Continuamos aqui...

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terça-feira, novembro 20, 2012

Foda-se

Não escrevo poesia
Não tenho tesão pela forma,
Nem orgasmos com rimas
Escrevo minha alma
Vomito palavras com substâncias corrosivas
E destruo assim, a mim mesmo
Defloro minha vida
Como quem sodomiza uma virgem
E no caos encontro a beleza da assimetria
Foda-se a beleza
Foda-se a forma
Foda-se a rima

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segunda-feira, outubro 29, 2012

Nesse peito


A besta não dorme
Ela descansa nesse peito
Com sua respiração uniforme
E não tem jeito
A besta sorri
A simbiose profana
Começa e termina aqui
A verdade contada por um santo egoísta
A morte programada do Eu pacifista
E o que foi sonhado aconteceu
Um pacto firmado por quem nem nasceu
A besta não dorme, ela não morreu
Eu sou ela e ela sou eu





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